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Médium ganha biografia de alto nível em ‘Chico Xavier’

Médium ganha biografia de alto nível em ‘Chico Xavier’

“Chico Xavier” é o tipo de filme que vai lotar as salas de exibição, mas isso não tem relação com qualidade. Até gente que nunca vai ao cinema vai sair de casa para conferir este novo filme de Daniel Filho. Felizmente, “Chico Xavier” também é uma boa pedida para o espectador que está fora desse grupo, aquele que confere o cinema pelo cinema. Um dos mais belos trabalhos do cinema nacional recente, “Chico Xavier” leva o drama a outro patamar ao contar episódios importantes da vida do mais importante médium brasileiro e, ao mesmo tempo, conseguir se firmar como um longa-metragem competente.

O fio condutor de “Chico Xavier” é a participação do médium no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi. Durante as respostas que Chico dava às perguntas dos participantes do programa, o passado do médium vai se criando de forma linear. Tudo começa com ele criança, quando começa a apresentar sinais de mediunidade, até a época em que começava a ficar conhecido no Brasil. Há também uma história paralela, de um dos técnicos da TV Tupi (Tony Ramos), que acabou de perder o filho e tenta se distanciar do sofrimento da mulher (Christiane Torloni).

O jovem Matheus Costa (que já fez novelas como “Três Irmãs” e “Cobras & Lagartos”) é quem interpreta Chico criança. Só que o show, mesmo, é dado por Ângelo Antônio e Nelson Xavier, que interpretam o médium nas etapas restantes da vida dele. “Chico Xavier” vale, sem dúvida, pelo trabalho dos dois. Tony Ramos também está ótimo, só que já vimos o seu grande tour de force em “Tempos de Paz”.

O cuidado com os detalhes é bem perceptível em “Chico Xavier”, e isso serve principalmente para atestar sua qualidade. É uma produção grande, de alto nível, à altura da importância de Chico Xavier para o Brasil.

Chico Xavier (2010), 124 min.
Direção: Daniel Filho
Roteiro: Marcos Bernstein
Com: Nelson Xavier, Ângelo Antônio, Matheus Costa, Tony Ramos, Letícia Sabatella, Pedro Paulo Rangel, Giovanna Antonelli, Paulo Goulart

3 Comments

  1. Se fosse somente para mostrar o “homem” CHICO XAVIER, bastava um documentário, e não um longa ficcional, com uma narrativa longa e cansativa, sem contar o ainda estilo “novelesco” de Daniel Filho, apesar de estar melhorando.

  2. eu achei muito bom o filme, assim como vc disse! e parabéns pelo novo blog!

  3. Chico foi um gde homem, e merece um gde filme. Ainda não consegui ver, mas desse fds nao passa! bjoks

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