Fazendo um mapa do cinema

‘Transformers 2′ é perfeito exemplo de filme grande e vazio

‘Transformers 2′ é perfeito exemplo de filme grande e vazio

Acho difícil que alguém vá até alguma sessão de “Transformers: A Vingança dos Derrotados” esperando uma profunda análise sobre a condição humana pós-moderna, mas é dever de todo produto cultural buscar a excelência por uma mudança inteligente na forma. Mas, em resumo, “Transformers: A Vingança dos Derrotados” é um perfeito exemplo de um filme gigantesco em metragem e vazio em todos os outros quesitos. Seu roteiro é um apanhado de frases risíveis e resoluções ridículas e há tantas explosões e efeitos especiais que até nos esquecemos de que existem pessoas ali no meio.

A história por trás da série é bem bobinha, mesmo os fãs têm que concordar. A transposição para o cinema demandava uma mudança de tom, um tratamento mais sério ao irremediavelmente ridículo. “Transformers” (2007) tinha sua ação conduzida de forma competente, por mais que sofresse de outros problemas, nenhum deles grave. Já o segundo filme é um desastre. Mesmo os fãs vão ficar perplexos diante de tal destruição de sua franquia querida. Mas nada deve impedir o lançamento de um terceiro filme.

Os problemas mais graves do roteiro são “esquecer” alguns elementos do primeiro filme. Sam (Shia LaBeouf, que até agora não mostrou ser ator, mas sim alguém com excelentes contatos na indústria do cinema) volta a ser um alvo dos Decepticons quando encontra um pedaço de um elemento que pode reviver o líder deles, Megatron. Mas é difícil explicar a história, já que há doideira demais. Nada contra filmes de ação com explosões. Mas tenho tudo contra quando esses filmes simplesmente chamam o espectador de burro.

Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen, 2009), 150 min.
Direção: Michael Bay
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman, Ehren Kruger
Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro, Matthew Marsden, Glenn Morshower, Ramon Rodriguez

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