Por Ricardo Prado

Abigail Breslin: mais que ‘Pequena Miss Sunshine’

Abigail Breslin: mais que ‘Pequena Miss Sunshine’

Falar de atores ou atrizes mirins é complicado: poucos acabam vingando e, mesmo quando parece que vão durar, desaparecem. Felizmente, isso não foi o que aconteceu com Abigail Breslin. Com seu nome lançado ao estrelato por “Pequena Miss Sunshine”, essa garotinha marcou presença em bons filmes com boas atuações, o que só pode ser um sinal de que ainda tem muito para contribuir ao cinema.

Abigail Kathleen Breslin nasceu em 14 de abril de 1996 na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. A carreira começou bem cedo, com o incentivo da mãe: aos três anos, já aparecia em um comercial da rede de lojas de brinquedos Toys R Us.

A primeiro participação de Abigail no cinema foi na ficção científica “Sinais”, de M. Night Shyamalan, aos seis anos de idade. O papel era de Bo Hess, filha do protagonista, interpretado por Mel Gibson. O trabalho dela, mesmo que modesto, foi elogiado pela crítica.

Explodiu em 2006 com a comédia “Pequena Miss Sunshine”. A partir deste filme, que a tem como protagonista, o mundo passou a conhecer quem é Abigail. No filme, ela interpreta Olive, uma menina vinda de uma família cheia de problemas cujo maior sonho é disputar um concurso de beleza. De acordo com os colegas de elenco, Abigail demonstrava seriedade e comprometimento com o filme em todos os momentos, mesmo tendo pouco mais de dez anos de idade. “Pequena Miss Sunshine”, além de lançar o nome dela, foi um grande sucesso, arrecadando cerca de US$ 100 milhões em todo o mundo. O bom trabalho em “Pequena Miss Sunshine” rendeu a Abigail uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Também concorreu ao prêmio do Sindicato dos Atores e ao Bafta.

Com o nome fortalecido, a jovem atriz pôde selecionar melhor seus próximos papéis. O próximo trabalho foi “Sem Reservas”, comédia romântica onde dividiu a tela com Catherine Zeta-Jones. O filme não fez sucesso nos cinemas, mas a crítica ressaltou que uma das poucas coisas boas do filme era o trabalho de Abigail. No mesmo ano, trabalhou com Ryan Reynolds em outra comédia romântica, “Três Vezes Amor”.

Aos 12 anos, voltou ao posto de protagonista em dois filmes. No primeiro, “A Ilha da Imaginação”, viveu uma menina que mora em uma ilha e sonha com a visita de seu personagem favorito dos livros. O outro foi “Kit – Uma Garota Especial”, que teve um lançamento mais limitado fora dos Estados Unidos e traz Abigail em uma aventura ambientada na época da Grande Depressão Americana.

Abigail teve a oportunidade de mostrar que melhorava seu trabalho ao longo dos anos quando fez o drama “Uma Prova de Amor”. Com Cameron Diaz e Alec Baldwin. O papel era o de Anna, menina que foi concebida por meio de fertilização in vitro para servir como combinação genética para a irmã, que sofre de leucemia. O público compareceu em massa aos cinemas e acrescentou mais um sucesso à filmografia de Abigail. Pouco depois, fez “Zumbilândia”, mistura de terror com comédia onde mais uma vez teve presença marcante.

O ano de 2010 foi especial para ela: foi sua estreia na Broadway, no papel de Helen Keller em “The Miracle Worker”. No mesmo ano, fez o papel de protagonista em “Janie Jones”, que é filha ilegítima de uma estrela do rock decadente. O filme teve um lançamento limitado.

Tudo isso, e Abigail mal completou 15 anos de idade. Diferente de outras estrelas mirins fadadas ao ostracismo após terminados seus poucos minutos de fama, Abigail já mostrou que pertence organicamente ao cinema, e vice-versa. Nós, o público, podemos esperar muito mais por vir do bom trabalho dessa menina nas telas.

Este texto foi publicado originalmente no Blog do Curta Santos, seguindo o tema da 9ª edição, que homenageia as mulheres.

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