Fazendo um mapa do cinema

Clássicos de ontem e hoje pontuam vidas e lembranças

Clássicos de ontem e hoje pontuam vidas e lembranças

Em junho, o Cinecartógrafo fez um pedido bem difícil para o internauta: contar seus filmes mais marcantes, tanto aqueles vistos várias vezes na infância como também uma descoberta cinematográfica feita por acaso.

O resultado revelou alguns clássicos, como “A Noviça Rebelde”, “Casablanca” e “O Carteiro e o Poeta”, assim como filmes menos conhecidos pelo grande público, como “Kids”, “Carmen” e “O Escafandro e a Borboleta”.

Queria ter participado e não conseguiu? Use o campo de comentários para acrescentar o seu depoimento, com os filmes que marcaram sua vida.

Infância e adolescência

Guerra nas Estrelas
“A primeira coisa que passou pela cabeça foi a triologia antiga do Star Wars… Aquela em VHS… Eu assisti com meu pai (ele adora) e acabei viciando e, por incrível que pareça, eu assistia pelo menos metade de um todos os dias quando criança.” – katya

O Mágico de Oz
“Assisti bem pequena e me marcou. assistia com a família e acabou se tornando um programa familiar de todo ano.” – Desirée Soares

Casablanca (foto)
“Quando o vi pela primeira vez, tinha uns onze anos de idade e fui quase obrigada pelo meu avô a assití-lo. Naquela idade eu achava que filmes antigos só eram bons se fossem de terror. Não poderia estar mais enganada. A história me envolveu de uma maneira diferente até então. Fiquei ansiosa e emocionada e, desde então, comecei a ver os filmes de outra maneira. Casablanca acabou abrindo as portas para tantos outros filmes que assisti e, por isso, merece hoje e vai merecer sempre o primeiro posto na listas de filmes da minha vida. Foi uma querida e inesquecível porta de entrada para o mundo da cinefilia.” – Cecilia Barroso

Karatê Kid e Rocky
“Marcaram minha infância e me fizeram gostar de filmes.” – André Azenha

Kids
“Foi um filme marcante, porque eu tinha só 11 anos quando meu pai me levou pra ver. Acho que o objetivo era chocar, já que estava entrando na adolescência. Acabei me encantando com a trilha sonora e com o estilo do diretor, que só fui entender muitos anos mais tarde.” – Flavia Saad

Alice no País das Maravilhas (1951) (foto)
“Foi o desenho que mais marcou a minha infância primeiro por ser lindo, colorido, brilhante… para a criança a beleza estética do filme dá um ar de… de sonhos possíveis. O absurdo se mostra como se fosse algo normal, para as crianças não se sentirem estúpidas por pensarem que as flores cantam nos jardins. Foi a beleza que fez a minha infância de menina ser cheia de fantasia.” – Amanda Albuquerque

O Carteiro e o Poeta
“Marcou minha infância. Sempre tive o costume de assistir filmes com minha mãe e ela tem um gosto muito parecido com o meu. Esse, em específico, mexeu muito comigo e me faz lembrar coisas muito boas. A história é linda, vale a pena ver e rever!” – Ana Flora Toledo

Gênio Indomável e American Pie
“Foi fundamental na minha adolescência, assim como o “guilty pleasure” da série American Pie. Isso porque os personagens tinham mais ou menos a minha idade durante a sequência de filmes: high school, faculdade e casamento.” – Flavia Saad

Personalidade e relacionamentos

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
“Me marcou muito, por refletir minha personalidade: romântica sem ser óbvia. Gosto de tudo nesse filme – músicas, atuação, direção, referências, etc. Me ajudou num momento de reflexão no meu relacionamento.” – Flavia Saad
“Primeiro tem o fator emocional de ter visto com a primeira amiga verdadeira que eu tive na vida. Aí vem o fato de ser um amor tão possível que nem o impossível, nem o ainda mais possível pode separar. É um mergulho nos medos de intimidade e uma aceitação de defeitos alheios… o filme é todo feito em cima de defeitos e ainda assim eles se amam. É uma lição de amor verdadeiro. Não o amor verdadeiro da Disney, que mata bruxas e afins. Um verdadeiro que pode mesmo acontecer, aquele que pessoas normais têm e aquele que você procura, acha, não entende que tem, mas dá o sangue para viver tudo de novo, mesmo com todos os problemas e defeitos. É possivelmente maravilhoso.” – Amanda Albuquerque

O Escafandro e a Borboleta
“Um retrato sensibilíssimo que me fez enxergar a vida e as nossas dificuldades com outros olhos.” – Antonieta

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (foto)
“De todos os filmes a que assisti (e eles não foram poucos), o que mais me marca até hoje é Amelie Poulain. Na parte técnica, direção de arte impecável, ritmo delicioso, enquadramentos e movimentos fluídos. Na narrativa, a Amelie me lembra um alguém que fui e sou ainda, com sua simplicidade, engenho e vontade de ajudar ao próximo e fazer a diferença.” – Madeleine Alves

Wall-E (foto)
“Por mais que tenhamos que ter em vista a possibilidade de um amor, não há nada mais comovente que um amor incondicional. Wall-E e EVA são tão dedicados um pelo outro que passam a entender as obrigações do outro como suas próprias e dariam a vida pelo o que o outro acha importante. Amor incondicional. É um dos filmes mais emocionantes que já vi.” – Amanda Albuquerque

Tommy
“Numa madrugada de insônia. Até hoje não me esqueço da reação que tive. Não conseguia acreditar em todo aquele surrealismo musical. Fiquei hipnotizada.” – Flavia Saad

Cantando na Chuva
“É um filme que me faz sorrir (acho que ele deve fazer com que meu organismo libere endorfina, porque eu fico muito bem depois de assisti-lo)” – Luciana (@garotanohall)

A General
“De comédias mudas, só conhecia Chaplin. Mas quando vi A General descobri que não existe limite para a comédia e que Buster Keaton foi o cara.” – Luciana (@garotanohall)

Hannah e suas Irmãs
“Não era fã de Woody Allen até assistir a essa obra-prima com a qual me identifico muito. E, sim, esse filme me faz chorar.” – Luciana (@garotanohall)

Crepúsculo dos Deuses (foto)
“Obra-prima, com roteiro, direção e atuações sensacionais. E tem aquele que talvez seja meu ator clássico preferido: William Holden.” – Luciana (@garotanohall)

Beleza Americana
“Um filme que fala sobre duas familias que mantém as aparências e tem um relacionamento fracassado. O diretor usa como símbolo a flor American Beauty que se parece com a rosa, mas tem cheiro ruim.
Quando assisti esse filme, já refletia a minha relação com uma namorada que para mim, só tinha aparência. Um tempo depois acabei conhecendo uma garota que não era a mais bonita da faculdade, mas fiquei apaixonado por ela. Hoje ela é a minha esposa.” – @fabioluiz

Tomates Verdes Fritos
“TOWANDAAAAAA! Girl Power! É filme para todos os públicos, claro, mas principalmente é um filme para mulheres. É uma força de vontade tão grande, de mulheres tão comuns em partes da vida que todas iremos passar e cada medo particular. O medo da solidão da Evellyn, a força feminina de Ruth, a necessidade de ter um atrativo para não ficar sozinha da Sra. Treatchgood e, lógico, a rebeldia de Idge. É um filme que não importa em que momento da vida você está, ele vai te passar uma mensagem importante para viver.” – Amanda Albuquerque

Grandes favoritos

Doutor Jivago (foto)
“A invasão das casas dos aristocratas pelos bolcheviques me marcou. Assim como a cena em que Jivago esconde um poema lírico de sua autoria, para que os bolcheviques não lessem. Esse tipo de manifestação era considerado um símbolo da burguesia, um ato contrário à revolução. O final me chocou, porque Jivago passou a vida procurando por Lara.” – Lídia Maria de Melo

À Meia-Noite Levarei Sua Alma
“É o filme que mudou a minha vida, para pior, hehe. Foi graças a ele que virei fã do mestre Mojica” – Fabiano

Carmen
“Vi inúmeras vezes e sempre me lembro dele. Além da história dramática, reúne António Gades, Cristina Hoyos, excelentes bailarinos flamencos, e Laura Del Sol, além de Paco de Lucia, refinadíssimo violonista flamenco. Tudo é apaixonante nesse filme: a história de amor, a música, a dança, a beleza dos personagens, as cores e o corte do figurino, os olhares e, sem dúvida, o idioma. Quando o personagem de António Gades diz a Laura Del Sol, enquanto ensaiam: ‘Mirame’, não há lugar para outro idioma que não seja o espanhol.” – Lídia Maria de Melo

A Noviça Rebelde (foto)
“É um primor, com um roteiro adaptado cheio de frases inteligentes e de um bom humor surpreendente, até com uma certa acidez, para retirar um pouco do açúcar do original. O grande trunfo do filme é a interpretação icônica de Julie Andrews, com sua belíssima  voz de quatro oitavas, sua beleza natural e uma energia “tão grande que nenhuma tela é grande o suficiente para conter”, segundo a rígida crítica americana Judith Christ. A excelência do filme foi calando seus detratores através das décadas e hoje é considerado, merecidamente, um clássico absoluto e cultuado por gerações. A lembrança de tê-lo assistido com minha família, especialmente meu pai, que era um grande apaixonado pelo cinema, cimentou o lugar desse querido filme num cantinho especial do meu coração.” – Waldemar Lopes

Também foram citados: O Homem das Estrelas, A Casa dos Espíritos, Hurricane, Forrest Gump, A Fantástica Fábrica de Chocolates (1971), E o Vento Levou, Cidadão Kane, O Resgate do Soldado Ryan, 007 na Mira dos Assassinos, Cinema Paradiso, Trilogia das Cores de Krzysztof Kieslowski (A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha), Amarcord, Janela Indiscreta, Manhattan, O Pianista, Thelma e Louise, Mary Poppins, O Poderoso Chefão, Blade Runner, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Ben-Hur, Gladiador, A Partida, O Segredo de Brokeback Mountain, Bonequinha de Luxo, Cabaret, Irmão Sol Irmã Lua, Romeu & Julieta (1968), Moulin Rouge.

One Comment

  1. Parabéns, Ricardo, pela iniciativa e por nos instigar a relembrar

Postar comentário