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	<title>Cinecartógrafo</title>
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	<description>Fazendo um mapa do cinema</description>
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		<title>Glenn Close desafia os rótulos com &#8216;Albert Nobbs&#8217;</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 15:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ainda bem que ainda aparecem filmes como &#8220;Albert Nobbs&#8221;, que desafiam o comodismo e a falta de criatividade ao trazer uma história memorável e diferente de tudo já visto até então. Com Glenn Close inesquecível no papel principal, &#8220;Albert Nobbs&#8221; desafia as convenções e a habilidade das pessoas em rotular os outros. E, de quebra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda bem que ainda aparecem filmes como &#8220;Albert Nobbs&#8221;, que desafiam o comodismo e a falta de criatividade ao trazer uma história memorável e diferente de tudo já visto até então. Com Glenn Close inesquecível no papel principal, &#8220;Albert Nobbs&#8221; desafia as convenções e a habilidade das pessoas em rotular os outros. E, de quebra, o espectador ganha um filme emocionante nesse meio tempo.</p>
<p>Baseado em um conto de George Moore, &#8220;Albert Nobbs&#8221; conta a história de uma mulher que há muitos anos se veste e age como homem. Trabalha em um hotel como mordomo e aos poucos vai economizando para realizar seu sonho, o de montar uma loja.</p>
<p>&#8220;Albert Nobbs&#8221; traz um dos personagens de cinema mais fascinantes dos últimos anos. Não dá para se fazer leituras superficiais: ao final do filme, fica criado um retrato tão rico e original do personagem que só isso já é o suficiente para marcar o espectador. Além, claro, do fato de Glenn Close interpretar o(a) protagonista de forma magistral e memorável. E o papel não se mostrou um desafio, pois ela mesma já havia feito o mesmo personagem no teatro e, depois, tornou-se uma forte defensora de uma adaptação cinematográfica para o conto.</p>
<p>&#8220;Albert Nobbs&#8221; se constrói basicamente como um filme de personagens. E, diferente do que se vê por aí, faz um retrato de personagens realmente únicos e interessantes. Mia Wasikowska entrega uma boa interpretação, já Jonathan Rhys Meyers faz apenas uma participação rápida.</p>
<p>O diretor Rodrigo García (filho do escritor Gabriel García Márquez), junto de Glenn Close, entrega ao espectador um filme único. Sofre de alguns problemas, sim, mas com tanto frescor em sua narrativa e objetividade ao retratar personagens tão distantes da realidade maquiada criada por Hollywood, torna-se imprudente condená-lo. Vale por Close, vale pelo conjunto todo.</p>
<p><strong>Albert Nobbs (2011), 113 min.</strong><br />
<strong> Direção: Rodrigo García</strong><br />
<strong> Roteiro: Glenn Close, John Banville</strong><br />
<strong> Com: Glenn Close, Mia Wasikowska, Janet McTeer, Pauline Collins, Maria Doyle Kennedy, Brendan Gleeson, Jonathan Rhys Meyers</strong></p>
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		<title>Apesar de todo o clamor, &#8216;Os Descendentes&#8217; é só adequado</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 21:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um filme pequeno que invoca diversas emoções e pode até marcar o espectador. Esta é uma forma contida mas certeira de se descrever &#8220;Os Descendentes&#8221;, que traz George Clooney como protagonista. Com o potencial para apresentar dramas pesados, o filme opta por um caminho mais reservado e é bem sucedido no que se compromete. Conta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme pequeno que invoca diversas emoções e pode até marcar o espectador. Esta é uma forma contida mas certeira de se descrever &#8220;Os Descendentes&#8221;, que traz George Clooney como protagonista. Com o potencial para apresentar dramas pesados, o filme opta por um caminho mais reservado e é bem sucedido no que se compromete. Conta ainda com um cenário interessante que torna o conjunto bem original.</p>
<p>Clooney interpreta Matt King, advogado do Havaí que divide com a família a posse de terras muito valiosas no arquipélago. Enquanto tenta lidar com as diferenças de opiniões a respeito do destino deste terreno, precisa encontrar uma forma de se reaproximar das filhas quando a esposa entra em coma após um acidente e não tem perspectivas de melhora.</p>
<p>O Havaí quase sempre recebe retratos unicamente turísticos no cinema, raramente tendo mostrado o lado dos seus reais moradores. Este é um dos pontos mais interessantes de &#8220;Os Descendentes&#8221;, que mostra um pai de família com mil problemas em meio a um ambiente tido como paradisíaco.</p>
<p>Não se engane: dos filmes que fez neste ano, Clooney está melhor em &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221;, onde até dirige, aliás. Em &#8220;Os Descendentes&#8221;, está apenas adequado. Não dão muito para ele fazer, aliás. O roteiro investe em dramas paralelos de uma forma episódica, o que pode afastar o espectador. Por outro lado, tem um bom ritmo e isso consegue redimir um pouco a narrativa fragmentada.</p>
<p>Assista a &#8220;Os Descendentes&#8221; mentalmente eliminando todo o clamor que recebeu na temporada de premiações, e isso fará com que o filme seja melhor. Não é um filme ruim superestimado, apenas um filme adequado que recebeu uma exaltação acima do que deveria. E o trabalho definitivo de Clooney em 2011, claro, foi &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221;.</p>
<p><strong>Os Descendentes (The Descendants, 2011), 115 min.</strong><br />
<strong>Direção: Alexander Payne</strong><br />
<strong>Roteiro: Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash (roteiro), Kaui Hart Hemmings (livro)</strong><br />
<strong>Com: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Nick Krause, Patricia Hastie</strong></p>
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		<title>&#8216;O Artista&#8217;: cinema mudo na época dos efeitos especiais</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 22:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O maior mérito de &#8220;O Artista&#8221; é transcender o tempo. Trata-se de um filme de 2011 que parece saído do início da década de 20 cujo foco é justamente o ponto de transformação do cinema mudo em falado. Só que essa autorreferência não toma toda a atenção para ela: com boas atuações e uma direção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O maior mérito de &#8220;O Artista&#8221; é transcender o tempo. Trata-se de um filme de 2011 que parece saído do início da década de 20 cujo foco é justamente o ponto de transformação do cinema mudo em falado. Só que essa autorreferência não toma toda a atenção para ela: com boas atuações e uma direção que o transforma em um autêntico filme daquela época, &#8220;O Artista&#8221; é um trabalho raro que deve ser apreciado.</p>
<p>Enquanto aproveitava o sucesso de seu mais novo filme, o astro George Valentin conhece a jovem Peppy Miller, cujo sonho é seguir carreira em Hollywood. Com a ajuda de Valentin, ela consegue um papel em um filme dele, e logo as oportunidades aumentam. Ele, por outro lado, vê seu mundo ruir diante do surgimento do cinema falado e de seu despreparo para tamanha mudança.</p>
<p>A produção de filmes mudos modernos é bem pequena. Em 2005, houve uma adaptação de &#8220;The Call of Cthulhu&#8221;, de H. P. Lovecraft, que se enquadra nesta categoria. Só que o maior e mais óbvio obstáculo ao fazer tal filme é a falta de costume de não contar com os diálogos falados. O que se vê em &#8220;O Artista&#8221;, no entanto, é um domínio impressionante da técnica. Tudo é transmitido visualmente, e só quando realmente não há jeito, aparecem os famosos cartões de texto.</p>
<p>Apesar de homenagear Hollywood e registrar um importante episódio de sua história, trata-se de uma produção francesa com atores franceses. E isso não impede que o retrato de Hollywood seja autêntico e até duramente realista. Aliás, a nacionalidade dos atores até dá ao filme a oportunidade de apresentar uma ironia deliciosa ao final que, é claro, não será adiantada aqui.</p>
<p>&#8220;O Artista&#8221; é uma contradição: um filme mudo popular em pleno século XXI. Quem tem a ganhar é o cinema, pois quanto mais formas diferentes de se filmar ganham espaço, mais ele enriquece. E o espectador agradece. Não estamos mais na década de 20, mas precisávamos de um filme como este.</p>
<p><strong>O Artista (The Artist, 2011), 100 min.</strong><br />
<strong>Direção: Michel Hazanavicius</strong><br />
<strong>Roteiro: Michel Hazanavicius</strong><br />
<strong>Com: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle</strong></p>
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		<title>Ryan Gosling vai além do lugar-comum em &#8216;Drive&#8217;</title>
		<link>http://www.cinecartografo.com.br/blog/criticas/ryan-gosling-vai-alem-do-lugar-comum-em-drive</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 20:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fica fácil perceber o quanto um ator é bom quando, em um pouco espaço de tempo, protagonizam filmes com papéis bem diferentes. Ryan Gosling faz o protagonista determinado e moralmente ambíguo de &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; e, aqui, em &#8220;Drive&#8221;, mostra que sabe fazer muito mais. No papel do protagonista sem nome que fala pouco e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fica fácil perceber o quanto um ator é bom quando, em um pouco espaço de tempo, protagonizam filmes com papéis bem diferentes. Ryan Gosling faz o protagonista determinado e moralmente ambíguo de &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; e, aqui, em &#8220;Drive&#8221;, mostra que sabe fazer muito mais. No papel do protagonista sem nome que fala pouco e transmite muito de seus sentimentos pelo olhar, trata-se só da ponta do iceberg de um filme memorável.</p>
<p>O protagonista vive uma vida dupla: durante o dia, trabalha como ajudante de mecânico e dublê em cenas envolvendo perseguições automobilísticas em filmes. À noite, é motorista de fuga para assaltantes. Em ambos os ofícios, é um talento nato. Isso chama a atenção de seu chefe, Shannon (Bryan Cranston), que decide inscrevê-lo em uma corrida com a ajuda de alguns tipos estranhos. Ao mesmo tempo, o protagonista se interessa por uma vizinha, Irene (Carey Mulligan), que tem um filho pequeno e um marido preso.</p>
<p>Cheio de simbolismos e com uma narrativa reflexiva, &#8220;Drive&#8221; faz uso de um bom ritmo para fazer com que isso tudo seja entregue de forma acessível ao espectador. Claro, isso se deve em grande parte ao excelente trabalho de Gosling. Ele mergulha nesse personagem tão particular, tão diferente, e puxa o espectador para junto dele. Com poucas falas e um grande talento para transmitir tudo pelo olhar, a atuação de Gosling vale o filme. O resto do elenco também trabalha bem, com destaque para Albert Brooks e Cryan Cranston. Já a jovem Carey Mulligan, depois de estourar em &#8220;Educação&#8221;, parece não ir muito além do que já a vimos fazer.</p>
<p>&#8220;Drive&#8221; empresta elementos de várias escolas cinematográficas, mais visivelmente daquela aperfeiçoada por Martin Scorsese em &#8220;Taxi Driver&#8221;: aqueles filmes com trilha sonora datada, protagonistas perturbados e um mundo mergulhado até o pescoço na corrupção. Aliás, a direção de arte faz um bom trabalho ao trazer &#8220;Drive&#8221; para esta época, transformando-o em um autêntico filme dos anos 60 moderno. O diretor é o dinamarquês Nicolas Winding Refn, talvez mais conhecido pela trilogia &#8220;Pusher&#8221;.</p>
<p><strong>Drive (2011), 100 min.</strong><br />
<strong>Direção: Nicolas Winding Refn</strong><br />
<strong>Roteiro: Hossein Amini (roteiro), James Sallis (livro)</strong><br />
<strong>Com: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Christina Hendricks, Ron Perlman, Oscar Isaac, Albert Brooks</strong></p>
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		<title>&#8217;50%&#8217; traz ótimo elenco e drama repaginado</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 14:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sem cair no melodrama nem medo de apostar em uma história com um tom que alterna entre o doce e o amargo, &#8220;50%&#8221; traz Joseph Gordon-Levitt como protagonista em uma história de superação e confronto com os próprios demônios. O ator mais uma vez mostra o domínio da técnica já exibido em &#8220;500 Dias com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem cair no melodrama nem medo de apostar em uma história com um tom que alterna entre o doce e o amargo, &#8220;50%&#8221; traz Joseph Gordon-Levitt como protagonista em uma história de superação e confronto com os próprios demônios. O ator mais uma vez mostra o domínio da técnica já exibido em &#8220;500 Dias com Ela&#8221; e até em &#8220;A Origem&#8221;, enquanto até Seth Rogen se destaca. Brilhantemente conduzido e com um ritmo bem conduzido, trata-se de um filme que marca.</p>
<p>Adam Lerner (Gordon-Levitt) descobre, aos 27 anos, que tem um tipo raro de câncer nas costas. A doença deixa a vida do jovem de cabeça para baixo. O relancionamento com a namorada não anda bem, e o contato com a mãe é mínimo. Muito da força acaba vindo do melhor amigo, Kyle (Rogen), e de sua terapeuta, a surpreendentemente jovem Katherine (Anna Kendrick).</p>
<p>É chover no molhado dizer que Seth Rogen interpreta o mesmo papel desde que começou a carreira no cinema, lançada às alturas nos filmes de Judd Apatow. Só que aqui, pela primeira vez, trata-se de um trabalho que se encaixa perfeitamente no todo, e há um motivo: o roteiro é baseado na luta pessoal de Will Reiser, e quem o apoiou nestes tempos difíceis foi justamente Rogen. O protagonista, Gordon-Levitt, conduz o papel de forma serena e marcante. O ator coleciona boas atuações nos mais diversos filmes, e é pouco dizer que temos um novo grande nome em Hollywood, se   é que isso já não podia ser dito dois, três filmes atrás. Por fim, Bryce Dallas Howard encarna um papel difícil que a fará ser odiada pelos fãs mais passionais, enquanto Anna Kendrick perpetua a imagem de namoradinha de Hollywood.</p>
<p>Histórias pontuadas por uma doença grave sofrida pelo protagonista tendem a forçar certas lágrimas em alguns momentos, e em &#8220;50%&#8221; as manobras podem até ser consideradas datadas ou batidas. Pouco importa, pois o enredo se desenvolve de uma forma única, chegando até a intercalar momentos de comédia. Com tantos acertos nesse meio chega a ficar fácil perdoar a conclusão previsível que sucede.</p>
<p>&#8220;50%&#8221; surge como um dos nomes fortes dos últimos tempos do cinema não só por trazer Gordon-Levitt em plena forma com um papel exigente como também por mostrar que uma história já contada tantas vezes no cinema pode receber uma roupagem nova e atraente. Para o espectador mais sensível pode acabar sendo uma verdadeira montanha-russa de emoções, mas tudo vale a pena em nome do bom cinema.</p>
<p><strong>50% (50/50, 2011), 100 min.</strong><br />
<strong>Direção: Jonathan Levine</strong><br />
<strong>Roteiro: Will Reiser</strong><br />
<strong>Com: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Anjelica Huston, Serge Houde</strong></p>
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		<title>Frases misteriosas já estão no ar. Você já as achou?</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ficou de olho durante toda a Semana do Cinema Policial? Então está na hora de buscar as pistas. Os textos sobre &#8220;Sherlock Holmes 2&#8243;, &#8220;A Ponta de um Crime&#8221;, “Dov’è Meneghetti?”, &#8220;O Falcão Maltês&#8221; e &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; contém, cada um, uma frase que não pertence ao todo. Para ganhar uma edição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ficou de olho durante toda a Semana do Cinema Policial? Então está na hora de buscar as pistas. Os textos sobre &#8220;Sherlock Holmes 2&#8243;, &#8220;A Ponta de um Crime&#8221;, “Dov’è Meneghetti?”, &#8220;O Falcão Maltês&#8221; e &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; contém, cada um, uma frase que não pertence ao todo.</p>
<p>Para ganhar uma edição autografada do livro &#8220;Bala com Bala&#8221;, de Marcio Callegaro, você precisa juntar estas cinco frases e mandá-las por e-mail para balacombala@cinecartografo.com.br junto com nome completo, telefone, endereço e CEP. E, claro, torcer para ser o(a) primeiro(a)!</p>
<p><a href="http://www.cinecartografo.com.br/blog/regulamento-promocao-semana-do-cinema-policial">Confira o regulamento</a></p>
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		<title>‘Corra que a Polícia Vem Aí&#8217; mistura policial e comédia</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 23:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar de filmes policiais não necessariamente significa falar de filmes sérios. Pertence também a este gênero, aliás, uma das melhores comédias da história do cinema. Com Leslie Nielsen, Priscilla Presley e o futuro problemático O. J. Simpson, &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; mostra a tentativa do detetive de polícia Frank Drebin (Nielsen) de parar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de filmes policiais não necessariamente significa falar de filmes sérios. Pertence também a este gênero, aliás, uma das melhores comédias da história do cinema. Com Leslie Nielsen, Priscilla Presley e o futuro problemático O. J. Simpson, &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; mostra a tentativa do detetive de polícia Frank Drebin (Nielsen) de parar um plano de assassinato da Rainha Elizabeth II, que visita os Estados Unidos. Com humor afiado que resiste ao teste do tempo (o filme é de 1988), &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; dá um banho em muita comédia de hoje.</p>
<p>Tudo começou com uma série de TV exibida em 1982 pelo canal americano ABC. Protagonizada por Leslie Nielsen, &#8220;Police Squad!&#8221; não teve uma vida longa: durou só seis episódios. No entanto, deu origem a &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; e, claro, todas as continuações que vieram em seguida. Além de Nielsen, o elenco da série contava com Alan North e Peter Lupus.</p>
<p>Quando estreou, foi um sucesso de bilheteria. &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí&#8221; já foi apontado pelo New York Times como um dos melhores filmes já feitos. Além disso tudo, deu origem a duas continuações: &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí 2 1/2&#8243; (1991) e &#8220;Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3&#8243; (1994), sempre com Nielsen no papel principal. Haviam planos para um quarto filme da franquia, mas o estúdio acabou perdendo interesse na série conforme os anos iam se passando. Com a morte de Nielsen em 2010, quaisquer planos foram definitivamente descartados.</p>
<p>Quando o espectador sentir que as comédias do presente não estão lhe agradando, pode sempre se voltar para os clássicos em busca de qualidade. Esta é a grande beleza do cinema: vive em todos os tempos. Vamos rir?</p>
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		<title>&#8216;O Falcão Maltês&#8217; marcou início do cinema noir</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 23:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Madeleine Alves</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo menos, é assim que este filme de 1941 com direção assinalada por John Huston é considerado. Bem, digamos que esta não seja a única condecoração dada a esta narrativa, que tem sua origem como um dos romances do escritor americano Dashiell Hammett — conclamado pelo seu obituário publicado no “The New York Times” como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos, é assim que este filme de 1941 com direção assinalada por John Huston é considerado. Bem, digamos que esta não seja a única condecoração dada a esta narrativa, que tem sua origem como um dos romances do escritor americano Dashiell Hammett — conclamado pelo seu obituário publicado no “The New York Times” como “o reitor da escola de ficção policial”. “O Falcão Maltês” está na 56ª posição do ranking editora Modern Labrary para os 100 melhores romances do século XX.</p>
<p>A narrativa originou-se das próprias vivências de Dashiell, que trabalhou na Pinkerton National Detective Agency de 1915 a 1922. Por isso, não foi à toa que Dashiell não só revestiu algumas de suas próprias características em seu protagonista, como também lhe deu o seu primeiro nome: Samuel.</p>
<p>A adaptação de 1941, dirigida por John Huston, foi uma entre outras que a narrativa teve para o cinema. Contudo, esta em particular é considerada por boa parte da crítica como a obra-prima que originou o estilo “noir” no cinema — um preto-e-branco marcado por sombras que advêm do expressionismo alemão e que evoluiu para uma estética própria usada em filmes de 1940 a 1950. Ainda que existam até hoje dúvidas a respeito da temática noir, uma das mais recorrentes é a trama investigativa.</p>
<p>Samuel (Sam) Spade é o protagonista de “O Falcão Maltês” e tem uma firma de investigação em conjunto com Miles Archer. Um belo dia, entra uma bela mulher em seu escritório dizendo que sua irmã fugiu com um tipo chamado Floyd Thursby, e paga uma boa soma para que os detetives sigam Thursby. Seduzidos pelo vil metal, topam o caso — mas Sam observa que a bela mulher, Miss Wonderly, cheira a problemas.</p>
<p>E ele estava certo. Dentro em breve, Archer e Thursby são encontrados mortos e Sam é posto no meio da caçada pelo Falcão Maltês, originariamente de ouro maciço e originariamente um presente dos Cavaleiros de Malta para o Rei da Espanha. Só que o presente se “perdeu” pelo meio do caminho, passando por umas sem-mãos que, inclusive, o pintaram de esmalte preto para não ser reconhecido. Então a narrativa se transforma num jogo de voltas, reviravoltas, engodos e demais artimanhas que outros personagens lançam uns sobre os outros até que&#8230; ok, não vou contar o final.</p>
<p>Muito além da estética preto-e-branco e até mesmo da narrativa bem construída, uma das peculiaridades de “O Falcão Maltês” são as atuações, com destaque para a de Humphrey Bogart. Sóbrias, sem grandes caras, cacoetes e sustos, mas que revelam os estados de espírito dos personagens, demasiado humanos. E fique tranqüilo: tudo será muito bem explicadinho no final do filme, com todas as palavras, nos seus mínimos detalhes.</p>
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		<title>Curta de Beto Brant faz homenagem a gatuno</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 23:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Madeleine Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Talvez seja melhor prestar mais atenção às páginas policiais do que o costumeiro, porque delas pode sair o herói dos próximos decênios. Exagero? Não quando se conhece a história de Meneghetti. Era um Beto Brant há dois anos formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) quando dirigiu &#8220;Dov’è Meneghetti?&#8221;, curta-metragem inspirado nos quadrinhos criados por Luiz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez seja melhor prestar mais atenção às páginas policiais do que o costumeiro, porque delas pode sair o herói dos próximos decênios. Exagero? Não quando se conhece a história de Meneghetti.</p>
<p>Era um Beto Brant há dois anos formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) quando dirigiu &#8220;Dov’è Meneghetti?&#8221;, curta-metragem inspirado nos quadrinhos criados por Luiz Gê para o jornal de resistência &#8220;Versus&#8221;, em 1976, o exato ano em que Meneghetti faleceu.</p>
<p>Muito antes de virar personagem, Gino Amleto já pulava telhados e deixava a polícia paulistana com os cabelos brancos de tanto procurá-lo e armar esquemas grandiosos para capturá-lo e prendê-lo. Aos quais o “gato do telhado” dava um jeito de escapar.</p>
<p>Neste curta de Beto Brant temos um retrato rocambolesco dos idos de 1920 e 1930, em uma “Sao Paolo” cheia de telhados, cortiços, gritarias e <em>mamma mias!</em>. Inevitável é a comparação entre a caracterização de Meneghetti — pulando entre telhados como se pulasse entre trampolins, deixando para trás guardas marrons esbaforidos e cansados — e o <em>clown</em> de Chaplin, virando-se como pode para sobreviver a uma sociedade que lhe é contrária. Obviamente, o ritmo do curta é criado por estas perseguições cheias de interjeições, quedas de telhas e tiros, para findar com uma poesia que já assinalava, em 1989, o estilo característico de Beto Brant.</p>
<p>Confira abaixo, por meio do player do <a href="http://portacurtas.com.br/index.asp">Porta Curtas</a>, o curta-metragem &#8220;Dov’è Meneghetti?&#8221;.</p>
<p><object width="545" height="402" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=435&amp;exib=9205" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="545" height="402" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=435&amp;exib=9205" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>&#8216;A Ponta de um Crime&#8217; traz noir para dentro de escola</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 23:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando fica a impressão de que o cinema policial esqueceu de evoluir, aparecem as provas do contrário. Lançado originalmente em 2005, &#8220;A Ponta de um Crime&#8221; (&#8220;Brick&#8221;), apresenta uma premissa ousada e interessante: um filme neo-noir sem gângsteres ambientado dentro de um colégio. O que poderia ser apenas uma brincadeira de roteirista é levado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando fica a impressão de que o cinema policial esqueceu de evoluir, aparecem as provas do contrário. Lançado originalmente em 2005, &#8220;A Ponta de um Crime&#8221; (&#8220;Brick&#8221;), apresenta uma premissa ousada e interessante: um filme neo-noir sem gângsteres ambientado dentro de um colégio. O que poderia ser apenas uma brincadeira de roteirista é levado a sério aqui, e o produto final é um thriller eletrizante que faz o espectador esquecer que os personagens estão entre uma aula e outra.</p>
<p>Brendan Frye é um rapaz solitário da Califórnia. Ele entra no submundo de sua escola depois que a garota que ama aparece morta, na tentativa de encontrar explicações para o que aconteceu. Nessa trilha, acaba se associando a tipos suspeitos, mulheres sedutoras e indivíduos bem perigosos, quase sempre dentro de sua própria escola. Com poucas pistas, ele conduz uma investigação ao mesmo tempo que foge do perigo que o persegue, também.</p>
<p>Joseph Gordon-Levitt ficou mais conhecido após fazer &#8220;500 Dias com Ela&#8221; e bem mais após trabalhar em &#8220;A Origem&#8221;. Só que é aqui, em &#8220;A Ponta de um Crime&#8221;, que realmente tem os holofotes para si e mostra tudo o que sabe fazer. Ele encarna um autêntico detetive de filme noir, com direito a todos os trejeitos que o gênero pede. Só que o diretor fez questão de pedir aos atores que não assistissem a filmes noir na busca pela inspiração. Ele não queria cópias, mas sim atuações genuínas.</p>
<p>A história dá suas idas e vindas como se poderia esperar de um thriller de tamanha imersão. O espectador mais distraído pode ficar perdido da metade para o fim. Mas é difícil não mergulhar no universo criado em torno daquela escola sem nome da Califórnia. O mistério envolvendo a morte de Emily e seus desdobramentos fazem de &#8220;A Ponta de um Crime&#8221; não só uma bem-sucedida tentativa de transpor o noir para um ambiente aparentemente impossível de ambientá-lo como também é um dos melhores filmes policiais dos últimos anos.</p>
<p>&#8220;A Ponta de um Crime&#8221; ganhou diversos prêmios. Entre eles, o Prêmio Especial do Júri do Festival de Sundance. O diretor, Rian Johnson, foi apontado como Melhor Promessa no Chicago Film Critics ASsociation Awards. Ele, aliás, continuou trabalhando ativamente. Em 2008, lançou o divertido &#8220;Vigaristas&#8221;, com Adrien Brody e Rachel Weisz. E já prepara seu próximo longa, &#8220;Looper&#8221;, com Bruce Willis, Emily Blunt e o parceiro do primeiro longa, Gordon-Levitt.</p>
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